Eu me permiti sentir: um poema sobre amor, silêncio e escolher a si mesma

Eu me permiti sentir: um poema sobre amor, silêncio e escolher a si mesma

Nem todo amor termina com palavras.
Às vezes, ele se dissolve no silêncio — e é nesse vazio que a gente se reencontra.

Este poema fala sobre sentir sem medo, sobre a dor da ausência e sobre a escolha mais difícil de todas: voltar para si.

Eu me permiti sentir.
E talvez aí esteja meu “erro” —
mas se for erro, que belo erro é esse
de abrir o peito
e deixar a alma brincar com a esperança?

Eu me encantei,
não pelos traços mais bonitos,
mas pelas conversas leves,
pelas palavras inteligentes,
pelo riso que escapava fácil
entre uma ideia e outra.

Achei que ali podia nascer algo.
Não pedi promessas.
Não exigi certezas.
Mas sonhei.
Sonhei porque fui acolhida
por gestos pequenos,
mas cheios de presença.

Agora o silêncio grita.
Grita tanto que machuca.
E o que mais dói nem é a ausência,
é a falta de escolha que esse silêncio impõe.

Ele decidiu ir embora sem se despedir,
e me deixou conversando com o vazio.

Talvez ele esteja perdido.
Talvez esteja magoado por histórias que nem são minhas.
Talvez nunca tenha tido espaço pra algo real —
ou talvez eu só tenha sido leve demais
pra alguém que carrega pesos demais.

Mas veja:
eu não me arrependo.

Não por sentir.
Não por abrir o coração.
Não por ser eu.

A verdade é que, por uns dias,
eu voltei a sorrir com o coração.
E isso ninguém me tira.

Se ele voltar,
talvez encontre uma nova versão de mim:
a que ainda sente,
mas agora escolhe a si mesma primeiro.

Se ele não voltar,
fica a certeza de que eu sou feita de amor,
mas também de dignidade.


Perguntas sobre o poema

O que significa se permitir sentir?
Significa abrir o coração para viver emoções reais, mesmo correndo o risco de se machucar.

Por que o silêncio dói mais que o adeus?
Porque o silêncio não oferece explicações, deixando espaço para dúvidas e inseguranças.

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