Quando o destino foge do roteiro

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Quando o destino foge do roteiro

Imagina só... Houve um tempo em que cheguei a pensar que poderia te tocar.
Sentir tua pele na ponta dos meus dedos, tua boca na minha,
e até alcançar teu coração — quem sabe, fazê-lo me amar.

Era tudo fantasia, exagero da minha mente delirante,
do meu corpo que só sabia te querer.

Mas não tem nada não.
A vida é dessas: a gente escreve o roteiro com todo o cuidado,
ensaia as falas, decora os gestos...
e o destino simplesmente não aparece para a cena final.

Foi então que entendi:
o amor que prende não é amor,
é nó.
E quando vira nó, já deixou de ser laço.

O amor verdadeiro é feito de asas e raízes —
asas para deixar ir, raízes para sustentar quando quiser ficar.
Porque quem ama de verdade não aperta, não sufoca.
Apenas oferece um lugar para voltar,
se o outro assim escolher.


Inspiração: O amor é isso. Não prende, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser laço. (Mário Quintana)

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