Quando parei de fugir de mim

Entre o que sonhei e o que restou

Entre-o-que-sonhei-e-o-que-restou

    Entre o que sonhei e o que restou

Eu quis acreditar em nós.
Acreditar que a troca leve e os risos doces
poderiam florescer em algo bonito.

Acreditei nas palavras,
nas entrelinhas,
nas vontades ditas com o coração meio aberto.

Talvez você também tenha acreditado —
por um instante, por um sopro.

Mas aos poucos, você foi ficando distante,
ausente mesmo quando presente.

As mensagens perderam o calor,
o riso virou silêncio.

Eu senti a sua ausência antes mesmo do adeus.

Não sei se foi medo,
desinteresse,
ou só o seu jeito de ir embora sem dizer.

Eu esperei… mais do que devia.

Mas hoje, eu paro.

Não por raiva,
mas por amor.
Por mim.

Eu me escolho.
Me escolho com a mesma intensidade
que desejei você.

Sigo em frente —
com cicatrizes suaves,
com olhos mais atentos,
com o coração ainda bonito.

Obrigada, por pouco ou muito que tenha sido.
Eu sigo.

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